Foto de uma empunhadura preta de uma espada katana sendo aberta

Espadas: conheça os principais tipos

As espadas são instrumentos que causam um fascínio enorme nos mais diferentes tipos de pessoas; seja pela história que carregam, pela estética de seu design, pela riqueza de sua composição, os tipos de espada impressionam pela variedade e originalidade de seu lugar de origem, sendo grandes itens de coleção e até de atividade esportiva!

Os tipos de espada por época e região

  • A China é uma das civilizações mais antigas e desenvolvidas, ela vêm moldando por muitos anos a geopolítica asiática e levando sua língua, sua religião e sua tecnologia para os mais diversos cantos do continente.

A confecção artística é muito importante em tudo o que envolve a cultura chinesa, pois a relação de equilíbrio sobre linhas, formas, cores e elementos é um aspecto muito forte do taoísmo.

Sua cultura possui uma série de armas tradicionais, como a jian, espada de dois lados com lâmina alongada, para empunhar com duas mãos, mas a categoria mais ampla de espadas chinesas fica com as daos, a folclórica senhora de todas as armas, da qual o ideograma (刀) dá nome à todas as demais armas de lâmina de um gume. A dao é um tipo de sabre, e possui inúmeras variantes, como aquelas de corte do gume inclinado e cabo recurvado na direção oposta do ataque, para aumentar o impacto do golpe.

  • A cultura das daos, com sua origem chinesa, também inspirou muito a família de espadas japonesas, as Nihonto (日本刀), que também levam o ideograma das lâminas chinesas, o Nihon do nome significa, literalmente, “Japonesa”.

É dessa família que vem, por exemplo, a lendária katana, espada longa de único gume, produzida dentro do conjunto de técnicas japonesas de fabricação para os samurais em combate aberto. Cultuada e colecionada até os dias de hoje.

Outra lâmina muito colecionada da família das Nihontos é a tachi, mais curvada, leve e fina. O daisho se refere à combinação de variados tipos de espadas japonesas que compunham o arsenal dos guerreiros. 

  • Ainda na Ásia, mais ao Oriente Médio, outro grupo amplo de espadas são as cimitarras, com aparência distinta, gume convexo, de lado único, rápida e leve para uso montado, especialmente.

Da região persa à Índia muçulmana, costumavam produzi-las com aço damasco, uma liga extremamente forte e durável, com padrões únicos em sua superfície. 

Na medida em que as forças árabes avançaram sobre a Península Ibérica, a família das espadas do Oriente Médio também se popularizou muito na Europa Continental, tendo sido adaptada, inspirando sabres indumentários da nobreza.

  • As espadas européias certamente são as que mais mexem com a imaginação, estamos tão acostumados a ver diversas representações delas nas obras de fantasia medieval.

A confecção dos tipos de espadas medievais tinha uma escala enorme, devido ao histórico de campanhas militares que ocorriam constantemente na área continental.

Começando com as chamadas Espadas Longas, para duas mãos, com lâmina larga e pesada, de lado duplo, tendo como variante ainda mais pesada e longa, encontradas comumente entre os nórdicos e em regiões saxônicas, as espadas montante, como lendária Claymore. 

Levava lâmina bem mais fina, com cabo estilizado e equipada com hastes para aparar espadas menores, já que seu peso e as armaduras impediam (ou dispensavam) o uso de escudos.

Há variantes mais leves e com cabos mais bem trabalhados para se usar montado, com o guarda-mão bem reforçado para desarme e defesa, e para garantir a empunhadura mesmo com muita instabilidade na cavalgada.

Na região germânica, a Zweihänder era um tipo muito versátil, com área extra para empunhadura na própria lâmina. Apesar de longa e espessa, era especialmente leve, o que permitia ao guerreiro ter uma mão livre para lutar. Seu objetivo não era cortar, mas causar golpes concussivos, de forma que seu próprio cabo poderia ser usado para golpear.

Outra espada saxônica muito famosa é a cortana, uma versão bem mais curta e apenas cerimonial das tradicionais espadas da região, utilizada até os dias de hoje em eventos reais da corte britânica.

Falamos sobre a atividade militar na Europa, de forma que não podemos deixar de falar das espadas dos legionários romanos, que eram extremamente funcionais e produzidas em escala enorme.

 Os gládios eram curtos, de lâmina dupla e larga, com a ponta afinada, ideal para perfuração. Seu cabo pequeno e arredondado a tornava ideal até mesmo para o arremesso, caso fosse necessário. 

  • Esportivamente, os floretes são empregados até hoje na luta de esgrima, que possui modalidade olímpica, inclusive. São espadas de lâmina cilíndrica e altamente flexível, pois sua finalidade é furar.

Outra espada deste tipo, mais combativa, é a rapieira, um pouco mais firme e espessa, muito popular na Renascença e como indumentária dos conquistadores das Américas.

  • Na África, especialmente na região do Nilo, um tipo muito curioso de espada evoluiu dos machados de batalha, se tornando uma versão mais leve e multifuncional; a khopesh, que possui uma curvatura de foice no centro, tanto para a agricultura quanto para a batalha, além de ser uma indumentária comum nos túmulos de faraós.

Nas porções saarianas, os bérberes costumavam usar espadas finas no punhal e largas e recurvadas na ponta, para oferecer precisão montado, não era incomum que embebessem suas lâminas com venenos e outras substâncias que irritassem os cortes desferidos.

Sobre o porte de lâminas no Brasil

Muito se questiona sobre portar armas brancas, especialmente do porte de espadas. Há muito pouca legislação sobre o assunto, sendo vetado o porte de armas fora de casa, mas não havendo licenciamento de armas de lâmina. 

De forma que o transporte de espadas deva ser feito de forma bem acondicionada, para indicar a não-intenção de usá-las como armas, sem empunhá-las. Nós preparamos um post que discute mais o assunto em termos práticos nesta publicação.

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